04 dezembro, 2007

||| O tiro pela culatra.
Estar de bem com o diabo e com os apóstolos, dá nisto. Procurando a legitimação a todo o custo, o golpe vindo da esquerda não deve saber bem aos conciliadores. Gunter Grass, Nadine Gordimer, Dario Fo, Mia Couto, José Gil, Wole Soyinka também querem ver o Zimbabwe e o Darfur na agenda da cimeira UE/África de Lisboa. Cuidado com os apertos de mão.
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|||Adormecidos.
Quando, há mais de seis anos, comecei a escrever (e a publicar reportagens) sobre o Sudão e o Darfur, os massacres no Congo e na Somália, houve vozes que mencionaram o relativismo dos números e, outras, que alertaram acerca do quanto eram relativos os direitos humanos. Eles tinham razão. Verifico hoje que eles tinham razão e terão razão.
A União Europeia foi à China entregar Taiwan às mãos de Pequim, dizer que o referendo na Formosa era um problema que só iria gerar problemas, e que a China era só uma (com que direito?). Apesar da situação dos direitos humanos no Zimbabwe e no Sudão/Darfur, a UE tudo fará para não mencionar o assunto durante a cimeira de Lisboa. Uma vergonha. Uma vergonha pelos que morrem, uma vergonha pela longa tradição de defesa dos direitos humanos que foi bandeira da Europa e que nos fazia ser europeus. Hoje, os senhorinhos da Europa, Kissingers de algibeira, sacrificam quase tudo. Os mesmos europeus que rejubilaram por Timor (quem?, quem?) não hesitariam em deixar que Pequim invadisse Taiwan se isso mantivesse os negócios de armas; como acham que é possível converter Mugabe e estão dispostos a esquecer o nome de Morgan Tsvangirai, mesmo quando ele é torturado, preso e as tropas do fascista de Harare matam a direito e sempre no plural. São pretos, valem menos do que as vítimas do Médio Oriente. Julgam que andamos adormecidos.
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27 novembro, 2007

||| Mensagens grátis.






Por mim e muitos pais de adolescentes, as companhias de telemóveis deviam ser proibidas de engendrar esse negócio chamado «mensagens grátis». Para já, está a deformar-lhes os polegares e indicadores; depois, obriga-os a dedilhar em deficiente português; finalmente, é insuportável vê-los a enviar e receber mil ou 1500 exactas sms durante o período de promoção das «mensagens grátis». Sim, já sei, podemos roubar-lhes o telefone. Mas ninguém nos livra de, na rua, no metro, nos comboios, ouvir aquele toquezinho «timtim», «tomtom», «timtimtom», mais uma mensagem que chegou, mais uma mensagem enviada. Os adolescentes comunicam demais; as empresas de telemóvel estão a lixar-nos a vida.
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22 novembro, 2007

||| Vacas.
Aquelas vacas da Cowparade, agora no Rio de Janeiro, foram atacadas pelos defensores dos animais.
Há umas semanas já tinham sido humilhadas, coitadas, quando um jornalista pediu à cantora Björk para não andar nas ruas do Rio, para não ser confundida com uma delas.
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||| Cartão único.
A princípio leva-se a notícia na conta de uma anedota: em Inglaterra, os dados pessoais de milhões de pessoas andam a flutuar, na rede, ou na poeira da rede, ou em lado nenhum. Que engraçado, olha o que os ingleses perderam. Claro que «was no evidence the information “has found its way into the wrong hands”»; claro que é fácil encontrar um culpado para o desastre; claro que ainda não se sabe bem o que se perdeu. Mas pensem, pensem bem no que pode andar a flutuar.
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20 novembro, 2007

|||Assédio sexual.
Em Dezembro, fará agora um ano, uma criança de 4 anos, em Waco, Texas, foi acusada e declarada culpada de assédio sexual numa escola local. Segundo a imprensa, a criança encostou o rosto aos seios da educadora de infância. Na mesma altura, uma escola infantil de Hagerstown, Maryland, acusou uma criança de 5 anos de assédio sexual a uma colega sua (e «condenado» a pena suspensa até entrar na escola primária). Entre 2005 e 2006, 25 crianças de jardins de infância no estado de Maryland foram alvo de inquéritos por assédio sexual na suas escolas. No caso de Hagerstown, a porta voz da Washington County Public Schools referiu que «It's important to understand a child may not realize that what he or she is doing may be considered sexual harassment, but if it fits under the definition, then it is, under the state's guidelines. [...] If someone has been told this person does not want this type of touching, it doesn't matter if it's at work or at school, that's sexual harassment.» Para esta cavalheira, o caso pode ser considerado uma «learning opportunity». Puta que pariu.
Em Canton, Ohio, uma criança de seis anos estava a tomar banho para sair para escola quando ouviu o school-bus a passar; saiu a correr, nu, com medo de perder o autocarro. Consequência: foi suspenso, pela sua escola, por assédio sexual.
«Could my son be accused of sexual harassment?», pergunta-se Yvonne Bynoe, no Washington Post. «He's a good boy. He likes watching Thomas the Tank Engine on television and playing Simon Says. Like many 3-year-olds, he's very affectionate. Unfortunately, hugging his teacher may get him suspended from nursery school.»
Por que razão prestei atenção ao assunto? Por causa de uma estupidez qualquer.
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01 novembro, 2007

||| Obrigado por cada linha.
Há uma coisa que interessa neste post, para além da estratégia de «querer conversa»; é o título: «Na massa do sangue». Compreendam. Primeiro, ele quer conversa. Depois, ele sabe que «está-lhes na massa do sangue». Que sangue é esse? O dos judeus. De vez em quando é gente que tem sangue e, talvez por isso «[os judeus]acabaram por dar motivos para serem expulsos», primeiro de Espanha e, depois, de Portugal. Convenhamos: «foi o que eles [os judeus] fizeram em todos os países que os receberam durante a sua história de milénios», justamente, «dar motivos para serem expulsos». Usar o «eles» é uma boa estratégia: há «os judeus», «os pretos», «os católicos», «os brasileiros», «os tugas», «os paneleiros», mas sobretudo «eles». Diz-se «eles» e fica o problema resolvido. A massa do sangue é uma coisa bonita de se achar, sobretudo nos outros.
Por isso, obrigado por cada linha deste post. Há coisas que são assim mesmo. Abjectas ou apenas assim, como são. Não interessam os erros históricos e as manigâncias de estilo; o propósito é o de os apontar a dedo. Eles. Nós. Eles. Eu. Cada um.
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22 outubro, 2007

||| Escutas ilegais: não sei.
Ferreira Fernandes lembra o óbvio sobre as escutas telefónicas ilegais; mais uma razão para que o PGR deva esclarecer o assunto. É evidente que a PJ vai ter dificuldade em trabalhar o assunto, mas o aviso fica.
Também é evidente outra coisa: os condes, viscondes, marqueses e duques protestam contra a história do telefone; mas deviam protestar contra os casos não resolvidos.

Ler o post de Filipe Nunes Vicente: «No entanto, é frágil: o chefe está sob escuta, um autarca pode ser morto por causa de um caminho vicinal ( aqui há tempos um foi mesmo morto), a Guarda é recebida à pedrada e a tiro qual matilha de cães raivosos. Há uma dissonância evidente, as pessoas percebem isso. Quando um preso preventivo é posto em liberdade, os media uivam como lobos e o aparato é enorme; quando o Estado é enxovalhado num rincão longínquo, a notícia é de rodapé. O Estado parece reservar para si o monopólio da violência no sentido em que a exerce apenas quando e como quer.»
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10 outubro, 2007

||| O direito à indignação.
Durante todo o dia, pela rádio, ouvi falar do direito à indignação. Uma grande união nacional lutava pelo direito à manifestação. Que a democracia estava em perigo, que isto não podia ser, e que as liberdades estavam em perigo. Uma pessoa comove-se facilmente, mas volta à razão quando vê o espectáculo. Como se há-de perceber mais tarde ou mais cedo, a jogada sai em favor de José Sócrates, sem necessidade de placagens. É bem feito.
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09 outubro, 2007

||| Queimar, 1.
Esclareçamos vários pormenores ao mesmo tempo. Queimar uma bandeira, como queimar uma efígie do rei de Espanha, ou do presidente dos EUA, ou do primeiro-ministro de Portugal, é um direito constitucional (nos EUA, por exemplo). Todos podemos queimar livros. Pepe Carvalho, o detective criado por Manuel Vázquez Montalbán, queimava livros na sua lareira de Vallvidrera – era um direito seu; os livros eram seus; ele queimava os livros generosamente, não para assassiná-los mas para defendê-los de um mundo que os não merecia. Chegou a andar quilómetros a pé (em El Balneario) a fim de comprar um livro para queimar condignamente. Esse era o seu cerimonial secreto.
Tanto me faz que queimem exemplares da Veja como pilhas de romances «com final infeliz» – mas o gesto já não é puramente literário. Lembra o empastelamento de jornais e, sim, lembra Berlim. Dizem-me que não são coisas comparáveis; é provável. Mas quem não quer ser comparado não faz coisas comparáveis. Que meia dúzia de populares, incentivados pelo PT, queimem exemplares da Veja não pode ser considerado crime; mas dá uma ideia do que fariam se tivessem poder para queimar livremente o que quisessem e quem quisessem.
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||| Depende.
O caso da PSP da Covilhã está a meio. Evidentemente que cai mal a atitude precaucionista que marca a atitude da PSP local, que visitou o sindicato para saber se o pessoal ia, ou não, insultar o primeiro-ministro. Mesmo assim, enquanto se apuram resultados, é talvez legítimo pensar-se que se trata de rotina, «pura rotina», e de exagero da oposição. Só que, quem ouviu o secretário de Estado José Magalhães, esta manhã, na TSF, fica com dúvidas: houve uma subtil tentativa de desculpabilizar a acção da PSP com o argumento de «levar por ter cão, levar por não tê-lo». José Magalhães argumentou mais ou menos isto: então protestam por não haver cargas policiais em Silves e agora estão com paninhos quentes quando tentamos prevenir na Covilhã? Passando ao lado de uma outra tentativa de colar a «má educação» dos agitadores sindicais às actividades da extrema-direita («criaturas», assim lhe chamou) e à vandalização do cemitério judaico de Lisboa – que é politicamente absurda, José Magalhães justificou a operação com a necessidade de «prevenir», para depois não ter que tomar medidas «de outra intensidade». Ora, nada como a clareza.
Por exemplo: se a PSP tivesse feito o mesmo durante os governos de Cavaco – o que não diria José Magalhães? O que pensaria José Magalhães do bloqueio da Ponte 25 de Abril, se ele fosse secretário de Estado? Depende.

Ver este texto do FNV, no Mar Salgado.
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08 outubro, 2007

||| A frente comum.
Os bons espíritos encontram-se no paraíso.
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06 outubro, 2007

||| Eles adoram queimar, 4.
No O Jansenista, «Eles adoram queimar.»: «Chavistas, lulistas e quejandos agradecem comovidamente tanta ingenuidade - e agradecem mais ainda que, em países como o Brasil, poucos sejam já os que sabem o que significou a dupla Jânio Quadros / João Goulart em termos de atraso económico e de degradação social do país, isto só para darmos um exemplo.»
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||| Eles adoram queimar, 3.

De João Paulo Brito, por email:

«O que é irritante no mail [de Nuno Filipe Oliveira], é que se defendem os actos mais estúpidos e irracionais e também reaccionários com base no facto de as lideranças e elites ocidentais serem também corruptas sendo então tudo permitido.
É o eterno mecanismo de manipulação à Bloco de Esquerda. Quando se diz que Fidel é um ditador ou que Chávez vai gradualmente sendo outro ditador, a resposta é invariavelmente a mesma: e então os EUA (de preferência os EUA que são sempre a fonte de todo o mal) onde há miséria e que desencadeiam guerras noutros sítios, ou Portugal onde há tanta gente a viver mal, etc,etc, também não são sítios onde não há democracia? Ou seja, pega-se nos nossos males e que efectivamente são muitos, para primeiro se menorizar os defeitos que apontamos aos heróis do mundinho arrumado desta gente para depois os transformar até em virtudes. E a conclusão é sempre a mesma: nesses países as pessoas até podem não conseguir dizer aquilo que lhes apetece [...], mas “até há igualdade”. E sendo asim está tudo bem, porque estas pessoas não vão em grupos. E é nesse contexto que depois fazem a apologia de um acto tão simbólico da intolerância, reaccionarismo e opressão como queimar livros ou revistas com conteúdos dos quais discordam ignorando que milhares de pessoas deram as suas vidas por coisas tão simples como dizer e ler aquilo que se quer.Eu só gostava de saber se acaso queimasse alguma cópia dos discursos histéricos, demagógicos e idiotas de Chávez porque eu também não vou em grupos e muito menos no de Chávez, se ele no espírito da sua “revolução bolivariana”, se manteria mudo e quedo ou me instauraria um processo [...].
É que, pelo menos em Portugal, se eu ficar descontente com as mentiras e manipulações do Público ou, para este efeito as do Le Monde Diplomatique, tenho uma solução muito simples que é deixar de os comprar. Realmente o Sr. Nuno Oliveira pode não ir em grupos mais os seus amigos à volta da fogueira, mas eu e muitos outros como eu também não estão interessados em ir nos grupos do Sr. Nuno Oliveira à volta das suas fogueiras condenatórias da liberdade de expressão e que não obedecem aos seus cânones daquilo que ele entendem ser a verdade política mas que é sempre excludente das verdades de todos os outros que discordam dele.»
De Amélia C. Malheiro, por email:
«Nunca pensei que pactuasse com a obscenidade desse artigo da Veja, mas confere se pensarmos nas suas tropelias sobre Lula da Silva. Queimar a revista é um acto simbólico, de protesto contra uma revista que se tem colocado permanentemente do lado da direita e que tem hostilizado o presidente do Brasil. Ou eles não têm liberdade de protestar? O senhor é anti-Lula, mas foi Lula quem ganhou as eleições e contra isso não há nada a fazer.»
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05 outubro, 2007

||| Eles adoram queimar, 2. [Actualizado.]

De Nuno Filipe Oliveira, por email:
«É uma pena que por cá não se queime nada. Podíamos começar pelo Público e as suas mentiras e manipulações que passam por jornalismo.
Sabe o que o chateia? É que na América Latina já não papam grupos. Foram muitos anos de miséria e de opressão pelos mesmos tipos que você tão denodadamente defende. Agora há qualquer coisa que começa a mudar e você não gosta, pois claro. Por cá, como só pintamos os bigodes do Hitler no rosto do Che, e não do Bush ou do Papa, vivemos em liberdade.
Como num país, como no Brasil, há milhões de pessoas na miséria, milhares de sem terra por causa dos interesses dos grandes latifundiários, é claro que a isenta Veja publica uma reportagem sobre os podres do Che. Como se não houvesse suficiente podridão entre as elites brasileiras, económicas e culturais.
É esta agenda informativa predeterminada que as pessoas começam a não engolir. O jornalismo não tem qualquer isenção, é bom que a malta comece a mostrar que não está contente e que não come tudo. Você não gosta? Ainda bem, porque é exactamente para tipos como você que estas coisas acontecem.»
De Ivo Vieira da Costa, por email:
«Os brasileiros ofendidos pela ação dessa revista reacionária, Veja, têm o direito de queimar o artigo nojento sobre Che. É uma reação justa contra o abuso que eles estão prosseguindo.»
De J. O. Oliveira, por email:
«Eu devia era queimar os teus livros como protesto por tanta reaccionarice que chegou ao cumulo de insultar a memória de um dos homens mais justos e exemplares do nosso tempo, símbolo de esperança para tantos oprimidos.»
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03 outubro, 2007

||| Os McCann.
Anne Enright, na London Review of Books, «Disliking the McCanns»:
«The sad fact is that this man cannot speak properly about what is happening to himself and his wife, and about what he wants. The language he uses is more appropriate to a corporate executive than to a desperate father. This may be just the way he is made. This may be all he has of himself to give the world, just now. But we are all used to the idea of corporations lying to us, one way or another – it’s part of our mass paranoia, as indeed are the couple we see on the screen. No wonder, I think, they will not speak about that night.»
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28 setembro, 2007

||| Pela calada da noite, 2.









«
Seabra é quase veterano do movimento neonazi em Portugal, aos 24 anos pertence à Frente Nacional desde a fundação em 2004. E é um militante de armas. Enverga camisolas com a cruz suástica e, em Abril, a Judiciária apanhou-lhe uma espingarda semi-automática, uma granada e dois punhais. [...] Vai ter de responder em tribunal entre 36 skinheads acusados, mas, ao contrário do líder Mário Machado, aguarda o julgamento em liberdade. O ‘Lobo nazi’ recebeu a acusação do Ministério Público (MP) no último dia 15 mas, dez dias depois, na noite de terça-feira, voltou a atacar. Recrutou o iniciado João Dourado, 16 anos, e partiram os dois para o cemitério judaico de Lisboa, na Avenida Afonso III. Saltaram o muro e rasparam vinte campas com objectos contundentes, gravando cruzes suásticas antes de defecarem em dois túmulos.» Texto completo no Correio da Manhã.
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||| Momentos televisivos. Versão quatro.
Depois de terem inundado a net com vídeos da recusa de Santana Lopes em continuar a entrevista, alguém tem por aí o vídeo da chegada de José Mourinho ao aeroporto Lisboa?
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||| Momentos televisivos. Versão três.
Sim, Santana Lopes fez bem em abandonar os estúdios da SIC. Mas tratá-lo como salvador da Pátria Moral é um bocadinho excessivo, não? Ainda se ele tivesse saído a meio do «A Cadeira do Poder»... Mas o essencial, no meio desta discussão, perdeu-se: Santana Lopes defendia, creio eu, o adiamento das eleições no PSD. Ninguém comenta este dislate?
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27 setembro, 2007

||| Pela calada da noite.












O Cemitério Judaico de Lisboa foi invadido por um grupo de imbecis que deixaram suásticas nazis em 20 lápides.
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