||| Devaneios.
O Ricardo lembra, oportunamente, que o Aki Kaurismäki é adepto do FC Porto. Sim, os leitores do Ipsilon deviam sabê-lo.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
We have no more beginnings. {George Steiner}
||| Devaneios.
O Ricardo lembra, oportunamente, que o Aki Kaurismäki é adepto do FC Porto. Sim, os leitores do Ipsilon deviam sabê-lo.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo

Etiquetas: Harmonia do mundo, Poesia
||| Soneto para os amigos no dia dos meus 62 anos.
Se aqui cheguei foi graças a vocês
Que me tiraram as pedras do caminho
E me deram resposta aos múltiplos porquês
Onde o medo sorrateiro faz o ninho
E por isso aqui estou passados os sessenta
Pejado de tabaco e vinho tinto
A olhar tranquilo o banco onde se senta
Esse juiz supremo a que não minto
Fui jovem e sonhei, errei, caí
Mas sempre soube que o rumo que escolhi
Só podia ser livre e verdadeiro
Não sei se consegui mas estou seguro
Que tentei construir o meu futuro
Pra que nele coubesse o mundo inteiro
[MAV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Espionagem com Z de Chávez.
Eh, eh, eh, eh. Z de Zapatero foi espiado por Z de Chávez.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| A grande vantagem.
Sair de uma grande gripe tem as suas enormíssimas vantagens: primeiro, começamos por poder respirar; depois, reparamos que toda a gente respira e já não achamos aquela graça. Mas voltamos à vida. Não é mau. Há sol.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Cerveja.
A visitar o ciclo de posts de Luís Carmelo sobre cerveja e literatura. Eu gosto da relação. Tem espuma.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Ano novo. Rosh haShanah.
L’shanah tovah tikatev v’taihatem.
Rosh haShanah.
ראש השנה
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Blog em destaque.
Enquanto festejamos a Argentina com entusiasmo depois de terem vencido a França, recordemos que este é o site português do momento, na companhia deste.
E estes são os artistas, além de Tomás Morais: 1 - Rui Cordeiro, 2 - Joaquim Ferreira, 3 - Ruben Spachuck, 4 - Gonçalo Uva, 5 - David Penalva, 6 - Juan Severino, 7 - João Uva, 8 - Vasco Uva (c), 9 - José Pinto, 10 - Cardoso Pinto, 11 - Pedro Carvalho, 12 - Diogo Mateus, 13 - Frederico Sousa, 14 - David Mateus, 15 - Pedro Leal. Suplentes: 16 - Juan Muré; 17 - João Correia; 18 - Paulo Murinello; 19 - Diogo Coutinho; 20 - Luis Pissarra; 21 - Pedro Cabral; 22 - Miguel Portela.
Para quem não perceber bem o que se passa no ecrã da televisão (SportTV), está aqui o essencial. A França já levou da Argentina, mas há muito jogo para rolar. A Portugal basta-lhe, nesta fase, ganhar à Escócia (fácil, fácil), à Itália (já está), à Roménia (vingaremos a derrota de 1996, por 92-0) e, evidentemente, à Nova Zelândia (vai ser uma lição de râguebi).
Ontem, poesia pura na vitória da Argentina. O herói dos Plumas, Ignacio Corleto, vai aparecer mais, espera-se que na companhia daquele grande ás, Felipe Contepomi (vejam-nos aqui). Yerba con alfajores, um bom presente para os franceses.
Já agora: nenhum dos canais de televisão em sinal aberto quis transmitir qualquer jogo da selecção. Ah, pátria do futebolinho.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo, Rugby
||| Aí está.
Retratos de «culos hermosos y rotundos». Uma exposição em Madrid.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| A Origem das Espécies, 2 anos.

A Carla e a Isabel lembraram o facto: este blog completou dois anos de existência, fundado em 28 de Agosto de 2005. Temo-nos divertido bastante e viciado um pouco. Hopper foi a última imagem do Aviz (que vinha de Junho de 2003); Mr. Darwin foi o primeiro retrato publicado no A Origem das Espécies, em homenagem óbvia.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Um salto assim.
Ao imaginar um salto de 17,74 metros olho para o outro lado da rua e percebo que não chegaria nem a meio. Nelson Évora foi muito para lá disso; é campeão do mundo.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Viagens na minha terra.
«O reino maravilhoso já não existe. Existem – em seu lugar – paisagens, declives, montanhas, enseadas junto do rio , esconderijos pelas colinas, florestas que resistem ao granizo do tempo. E existe a luz, a luz fantástica do Douro, a luz das suas águas e da poeira que vai de uma margem a outra; falo dessa luz porque sempre identificou, na minha memória, uma paisagem condenada a ser admirada não apenas pela sua beleza monumental – criada do nada – mas também pela sua história e pelo sofrimento. Construída degrau a degrau, elaborada nos seus muros, nas suas pedras, nas suas sombras, nos seus carreiros de pó e lama, subindo e descendo as serras, levando a aldeias inóspitas ou a clareiras no meio da desolação geral. O reino maravilhoso apenas existe se for visto do céu, sim: e é uma paisagem. Os geógrafos falam da aridez, do clima mediterrânico, da doçura dos seus frutos, tal como os economistas mencionam a importância do seu vinho e o isolamento das suas terras. Mas são evocações. Esse reino, decifrável pelos seus sinais – a charrua, a enxada, a luz heróica e melancólica dos seus crepúsculos, a vegetação nobre, a força das tormentas, os corpos arrastados pelo rio, os episódios de heroísmo narrados em nome dos seus habitantes, a beleza desesperada dos seus campos delimitados pelo granito e pelos outeiros, a solidão inteira de um sino invadindo o silêncio dos vales –, esse reino, pois, é uma evocação. O tempo interrompeu o seu curso, a memória é o que nos resta.»
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| GPS.
Portanto, como se depreende, estive mesmo na minha terra. Em cima, onde cresci: as vinhas da minha infância, de onde saía o Barca Velha (e continua a sair, na companhia do Vale Meão, por exemplo). Em baixo, um trecho acima do Pinhão, e um relance pelo Tua, em viagem pelo rio, o grande rio.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Sem querer ser indelicado.
Sem querer ser indelicado, informo que a prova incluía uma visita à carta de vinhos, que contava com 72 Portos de lei, não mencionando os 16 moscatéis genuínos e duas colheitas tardias do Douro. A lista de tintos favorecia a meditação, com cerca de 140 rótulos, de que se beberam muito poucos; os brancos novos eram formosíssimos (um verdadeiro festival de revelações do Douro) e havia seis rosés do Douro interior (naquela mancha que transita para a Beira). Ao longe (da bolsa e da alma, infelizmente), doze champanhes de Reims pulavam em robe-de-chambre (ah, sim, a mesa ficou pelo Cabriz, espumante a copo). Tudo para aplaudir a chamuça de alheira, os milhos de bacalhau com rodovalho ou os milhos com camarão e grelos (eu sou um apaixonado por milhos, a variante duriense e transmontana da polenta), lombinho de novilho maronês com isca de foie gras (daquele que é perseguido com ódio pelos vegetarianos, ecologistas e médicos do colesterol – havia também um papo d’anjo de foie gras de vinho do Porto e maçã, mas poupo-vos à descrição), outra peça de novilho do Alvão com creme de queijo da Serra, espargos verdes e um arroz de ervas e três tipos de cogumelos, um magret de pato com arroz de frutos secos e figos e – senhoras e senhores! – não resisto a mencionar a chamuça de queijo chèvre, gelado de mel e requeijão com doce de abóbora e amêndoa, além do crepe de leite-creme crocante com frutas e molho de framboesa (de queimar a alma) e de um portento, um vulcão, uma onda de devassidão concluída com a tarte de maçã com queijo de cabra e gelado de azeite. As ervas silvestres eram as campeãs da agricultura biológica, sim senhor, as da Eng.ª Graça, da melhor empresa do género, a Ervas Finas, de Vila Real – cheirar aquele manjericão é entrar na margem de um dos rios do paraíso (além dos seus chás de hissope, lúcia-lima, tomilho limão, hortelã pimenta e erva príncipe). Os Portos estavam finíssimos, ligeiramente refrescados. O Rui Paula é o culpado disto.
[FJV]
Etiquetas: Coisas que vão ser proibidas, Harmonia do mundo, Vingança a Frio
||| Espinho: pizzas e livros.
A Isabel de Sousa directora da Biblioteca Municipal de Espinho e uma campeã das bibliotecas públicas, lança uma iniciativa daquelas, na sua cidade: trata-se de uma parceria entre a Biblioteca Municipal e a Pizza Hut. Quem encomendar uma pizza para comer em casa pode, ao mesmo tempo, encomendar um livro, DVD ou CD que receberá em simultâneo com a pizza. As encomendas serão feitas pela Internet (pizza.livro@cm-espinho.pt) e obedecerão a algumas normas fixadas pela Biblioteca Municipal de Espinho (pode consultar aqui o catálogo). Este programa de promoção do livro e da leitura destina-se a todos os que tenham o Cartão Único da Biblioteca Municipal de Espinho (15 mil utentes no presente) e o serviço funciona até às 23 horas. O requerente não terá qualquer custo referente ao livro, DVD ou CD. Os livros, DVD ou CD serão transportados pelo estafeta que leva a pizza e não terá qualquer custo o empréstimo é gratuito. Está bem que é Pizza Hut, mas é um avanço.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo, Livros
||| Entre as florestas.


No velho hotel, entre as florestas, houve espiões ingleses e alemães, velhos príncipes italianos, uma suposta amante de Salazar, o próprio Salazar, luas-de-mel britânicas, velhos coronéis da Índia inglesa, poderosos em repouso. O espírito mantém-se, ao largo, mas só entre as florestas, num ou noutro corredor, no velho bar (a cozinha piorou muito, mas a simpatia extrema mantém-se, uma cordialidade pura das nossas províncias). Junto dos ciprestes da piscina descobri um vaso com uma planta de plástico, embora a sombra das grandes árvores seja a sombra das grandes árvores. Não sei o que impede as coisas belas de permanecerem como são, a não ser esta doença do «espírito moderno» dos portugueses que trata de remodelar hotéis decadentes que eram bons por serem decadentes, e transformá-los em hotéis assim-assim. Gosto dele, mesmo desta maneira, apesar da relativa devastação da paisagem que arrancou e incendiou árvores no cume das serras. Nos seus anos de glória, não havia piscina; bastava o rumor das árvores, entre relâmpagos; e deviam ter existido fantásticos dias de chuva, ramos de cedros desprendendo-se e caindo nas calçadas.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo, Pátria Querida
||| Onde me apetecia estar agora. 





Na minha terra.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Bibliotecas andinas.
Esta notícia, vinda directamente dos nossos correspondentes em Espanha, merece ser lida: «Venezuela's four-legged mobile libraries: A university in Venezuela is using a novel method to take books into remote communities and encourage people to read. As James Ingham reports, the scheme is proving a great success.»
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo, Livros, Venezuela
||| Diante de Lisboa.
Uma ilha no Tejo está à venda.
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo
||| Mar. Açores.
Este assunto fascinou-me durante algum tempo, enquanto escrevia um livro onde tratei do assunto – o fundo do mar dos Açores. Infelizmente, alguns dos blogs que falavam do assunto já desapareceram ou eu perdi-lhes o rasto. Durante essa pesquisa conheci um extraordinário investigador e leitor de Darwin – dedicava-se ao estudo dos fósseis, dos moluscos. Foi a primeira vez que ouvi a palavra malacology, bem como elobiidae, quando o que me interessava, na altura, era a existência de um peixe que ninguém tinha fotografado (e que, no livro, seria motivo para dois crimes).
Neste caso, fiquei com inveja ao ler a notícia, de Maio («uma equipa de investigadores portugueses vai estudar o fundo do mar dos Açores, no âmbito da proposta de extensão da soberania náutica além das 200 milhas náuticas»). A investigação iria centrar-se em São Miguel, São Jorge e Terceira, e pior ainda seria uma investigação sobre vulcanologia.
Finalmente, parte dessa investigação está pronta: «No novo pedacinho de Portugal, para os lados dos Açores, existem fontes de água quente, a 2300 metros de profundidade, onde a luz do sol nunca chega.»
[FJV]
Etiquetas: Harmonia do mundo