04 dezembro, 2007

||| Literatura popular.

















Nova homenagem à Agência Portuguesa de Revistas.
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03 dezembro, 2007

||| Imprensa de outros tempos.













































Homenagem à Agência Portuguesa de Revistas, claro.
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27 novembro, 2007

||| Barzun, de novo.












Leo Wong teve a gentileza de enviar o link do seu blog inteiramente dedicado a Jacques Barzun. Ver também o seu site comemorativo The Jacques Barzun Centennial.
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26 novembro, 2007

||| Outras lembranças.










O Pastoral Portuguesa lembra, oportunamente, que se assinala por estes dias o centenário de Jacques Barzun. From Dawn to Decadence: 500 Years of Western Cultural Life, 1500 to the Present, traduzido como Da Alvorada à Decadência: De 1500 à Actualidade - 500 Anos de Vida Cultural do Ocidente (edição Gradiva) é um dos livros mais importantes do século XX (foi originalmente publicado em 2000). Em poucos estudos de conjunto se encontra um tal brilho, um retrato tão intenso da cultura do Ocidente e uma síntese que dê tanta vontade de ler, com páginas notáveis sobre Shakespeare, Descartes, Montaigne, Dorothy Sayers ou Walter Bagehot, e uma panorâmica tão surpreendente sobre as eutopias do século XVI até Rousseau.

Leia, aqui, uma entrevista de Barzun à Veja.

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|||Memorial às vítimas do massacre de Lisboa em 1506.









Está a decorrer uma recolha de assinaturas online para a instalação, em Lisboa (Largo de São Domingos), de um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506. Assinar aqui.
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25 novembro, 2007

||| A Origem das Espécies.













Há 148 anos, assinalados ontem, Charles Darwin publicava The Origin of Species. A ler, no sempre excelente De Rerum Natura, a evocação da data, num post de Palmira F. da Silva.
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|||Memorial às vítimas do massacre de Lisboa em 1506.












Está a decorrer uma recolha de assinaturas online para a instalação, em Lisboa (Largo de São Domingos), de um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506. Assinar aqui.
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11 setembro, 2007

||| Setembro.













«“Chapter one. He adored New York City. To him, it was a metaphor for the decay of contemporary culture. The same lack of integrity to cause so many people to take the easy way out... was rapidly turning the town of his dreams...” No, it’s gonna be too preachy. I mean, face it, I wanna sell some books here. “Chapter one. He adored New York City, although to him it was a metaphor for the decay of contemporary culture. How hard it was to exist in a society desensitised by drugs, loud music, television, crime, garbage…” Too angry. I don’t wanna be angry. “Chapter one. He was as tough and romantic as the city he loved. Behind his black-rimmed glasses was the coiled sexual power of a jungle cat.” I love this. “New York was his town and it always would be.”»

[Woody Allen, Manhattan]
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31 agosto, 2007

||| Rudolf.






O João Miranda refere Rudolf Steiner neste post. Não comento o assunto (a agricultura biológica), mas lembro-me de uma visita a Dornach, perto de Basileia, onde se comemora a enorme sapiência de Rudolf Steiner, um homem que sabia de tudo e onde estão instalados os Goetheanum, edifícios tremendos que também comemoram a sua vasta sapiência. Rudolf Steiner sabia de tudo: de linguística a agricultura biológica, de filosofia (vagamente) a fisiologia (bastante), de esoterismo a literatura (Goethe), de economia a política, de pedagogia (com as escolas Waldorf) a ciência em geral (sobretudo decalcando tudo o que Goethe escrevia). Sobre este «sistema total», a antroposofia, li algumas coisas na época, no princípio dos anos oitenta. Tudo estava ordenado, tudo se orientava para «princípios unificadores», não havia pormenor escatológico que não estivesse explicado no interior de um «conhecimento» que não deixava nada de fora. Dornach, a aldeia, assinalava Goethe de forma obsessiva e as representações integrais do Fausto demoravam semanas de aborrecimento intenso. Os seguidores de Rudolf Steiner passavam pelas ruas, vestidos de lã escura, com gorros a esconder a palidez da pele; comiam-se bastantes cereais e frutos secos, perseguiam-se o álcool e o tabaco, as pessoas riam com cuidado; havia grupos de trabalho sobre agricultura biológica e o sistema digestivo ao lado de aulas de «ciência espiritual», a que assistiam muitas fãs de Madame Blavatsky e Annie Besant. As «origens intelectuais» de Rudolf Steiner eram interessantes (ficaram conhecidos o seu apoio a Dreyfus e as suas leituras iniciais de Nietzsche, que lhe forneceu a gramática e a euforia), mas o resultado era uma cosmogonia que acabava por reduzir as ciências à tríade «pedagogia-medicina-agricultura» e à sua mistura com uma «ciência espiritual» que procurava tranquilizar-nos com Goethe no original. Quando deixei Dornach, pela estrada que me levava para longe de Basileia, deixei para trás uma grandee perigosa tristeza; eu não sabia, até aí, que se podia detestar a vida real com uma convicção tão intensa. Mas cheia de palavras.
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27 maio, 2007

||| De ouro.

Via Combustões.
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||| Luanda.
Uma evocação do 27 de Maio, por Ferreira Fernandes, no DN.
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23 maio, 2007

|||Um golo na ópera.
O excelente Torquato da Luz tem uma recordação como esta, também sportinguista:

«Só que, como na altura deixei dito numa crónica no Diário de Lisboa, de que então era redactor, a ópera era La Favorita, de Donizetti, e o golo aconteceu em pleno terceiro acto, quando Viorica Cortez, no papel de Leonora di Guzman, cantava a belíssima ária do seu amor por Fernando: “Oh, mio Fernando! Della terra il trono a possederti avria donato il cor.” O meu “correligionário” sportinguista não resistiu ao grito de “Golo!”, quando ouviu, pelo “aparelho auditivo” (!), que Manaca, com um tiro certeiro, violara as redes do Magdeburgo.»
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||| Imagens de outras décadas, 1.














Ópera no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Assisti a várias. Durante uma representação de A Força do Destino, alguém se ergue -- a meio de uma ária --, de cachecol em punho, auricular no ouvido, gritando «Avante, leões!» a um golo de Yazalde. Vi e ouvi Kraus, a Cotrubas, Caballé, Renata Scotto... Íamos de jeans, de mochila, acompanhávamos os coros.
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20 maio, 2007

||| De facto.
José Medeiros Ferreira sobre o debate dos dissidentes do PCP.
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25 abril, 2007

||| Música de 1974.










Em Portugal, na Primavera de 1974, os Terry Jacks sobem ao primeiro lugar do top de discos com «Seasons in the Sun», uma espécie de versão de «Le Moribond», de Jacques Brel. Na mesma lista, logo a seguir, «Sebastian», dos Cockney Rebel (de Steve Harley).

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24 abril, 2007

||| Cabo Verde, de novo.










A propósito deste post sobre a presença judaica em Cabo Verde (e que me levou a ouvir, de novo, uma antiga gravação de Gardénia Benrós, ou Ben Rosh), o Urbano Bettencourt lembra, por mail, o nome do futebolista Henrique Ben David «que andou pelos relvados portugueses nos princípios da década de cinquenta» e que deixou boa memória nos Açores. Na verdade, Henrique Ben David nasceu no Mindelo, em São Vicente, em 1926; em consequência de uma lesão afastou-se do futebol e foi viver para os Açores, onde treinou o Santa Clara. Veio para Portugal com um contrato com a CUF mas foi no Atlético que jogou (estreou-se num jogo contra o Casa Pia; jogou pela primeira vez na I Divisão contra o Boavista, num jogo que o Atlético ganhou por 3-1, com dois golos do caboverdiano), e chegou à selecção, onde alinhou pela primeira vez contra a Inglaterra (derrota por 5-3, mas dois golos de Ben David). No total, jogou oito anos pelo Atlético e marcou 98 golos; com seis internacionalizações marcou quatro.

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||| Efemérides.
Saudosismo com vinte e cinco anos: o ZX.

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||| Pela boca morre o peixe, 5.












Mais um grupo de frases do livro de João Pombeiro, Pela Boca Morre o Peixe; para terminar:

«Tem esperanças de um dia passar a ser o número um [do PSD]?»
«Não! Nem pensar! Essa perspectiva está completamente fora do meu horizonte.»
«Por que o diz de forma tão determinada?»
«Porque não tenho qualquer tipo de dúvidas. Tenho noção das minhas qualidades e das minhas limitações.»
MARQUES MENDES, então líder parlamentar do PSD. VIP, 20 de Janeiro de 1999

«Quem anda na política não tem estados de alma. Somos como crianças: tudo o que nos dão temos de aceitar com gratidão.»
PAULO PORTAS, presidente do CDS-PP. Sábado , 04 de Fevereiro de 2005

«Cavaco precisava de ler mais, em tempo oportuno! Essas coisas também se aprendem em tempo oportuno.»
VÍTOR CONSTÂNCIO, antigo secretário-geral do PS. Expresso , 06 de Fevereiro de 1993

«Ser socialista não significa não ser malandro; também os há.»
ANTÓNIO GUTERRES, secretário-geral do PS. Diário de Notícias , 31 de Maio de 1995

«Às vezes fico com a sensação que o dr. Luís Filipe Menezes não é tão esperto como parece. Às vezes parece-me um pouco "burgesso"… Há os que parecem burgessos e não são e há os que não o parecem e são-no.»
ISALTINO MORAIS, presidente Câmara Municipal de Oeiras. O Diabo , 20 de Junho de 1995

«O BE vai ser o partido da alimentação. Queremos saber o que é que os portugueses andam a comer.»
LUÍS FAZENDA, deputado do Bloco de Esquerda. Tal & Qual , 15 de Outubro de 1999

«Têm-me chamado superministro, o que é inadequado do ponto de vista ambiental. A gasolina super acabou. Talvez seja mais apropriado chamarem-me ministro aditivado!»
JOAQUIM PINA MOURA, ministro da Economia e das Finanças. Diário de Notícias , 05 de Novembro de 1999

«Jerónimo de Sousa é uma máquina eleitoral. Simpático, popular e motivador. É o 'nosso' Clinton.»
LUÍS DELGADO, jornalista. Diário de Notícias , 06 de Outubro de 2005

«A política ou é séria e feita por homens de barba rija ou é uma grande mariquice.»
NUNO KRUS ABECASSIS, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. A Capital , 05 de Abril de 1991

«Quem pensa que há promiscuidade entre a política e o futebol é um estúpido.»
AVELINO FERREIRA TORRES, presidente da Câmara de Marco de Canaveses. Diário de Notícias , 20 de Maio de 2003

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23 abril, 2007

||| Cabo Verde.
O Adilson Moreira envia-me, por mail, este artigo em que se menciona a presença judaica em Cabo Verde, assinalando o caso do imigrante Shlomo Ben Shimol, ido de Marrocos para as ilhas. Bom. Em Santo Antão há uma aldeia chamada Sinagoga. Há vários Levi em Cabo Verde. E quem não ouviu falar da cantora Gardénia Benrós (aliás, Ben Rosh)?

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22 abril, 2007

||| Pela boca morre o peixe, 4.












Mais frases do livro de João Pombeiro, Pela Boca Morre o Peixe:

«A acusação de isto ser a sede da Liga é falso. Ligas, aqui na câmara, só as que as meninas usam.»
VALENTIM LOUREIRO, presidente da Câmara Municipal de Gondomar e da Liga de Clubes de Futebol. A Bola, 19 de Dezembro de 1993

«Acredito piamente na justiça divina. E acredito muito em karmas. Acho que estou aqui a pagar por alguma coisa que familiares meus do passado fizeram.»
AVELINO FERREIRA TORRES, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses. Grande Reportagem, 1 de Outubro de 2005

«Penso que Mugabe é uma pessoa com os pés assentes na terra, senhor de um grande pragmatismo.»
FRANCISCO PINTO BALSEMÃO, ministro-adjunto do primeiro-ministro.
A Tribuna, 30 de Abril de 1980


«Não é justo nem razoável que persistam enviesamentos masculinocêntricos tão acentuados nas questões políticas agendáveis.»
JORGE SAMPAIO, Presidente da República. Lusa, 8 de Março de 2005

«Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?»
«Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite.»
JOSÉ SÓCRATES, ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Dna, 16 de Setembro de 2000

«Quando se sai do Governo pode sair-se de duas maneiras: queimado ou bronzeado. Eu prefiro a segunda.»
PAULO PORTAS, deputado do CDS-PP. Única, 16 de Julho de 2005

«Fechem os olhos e pensem por breves segundos na imagem de Cavaco Silva. Depois, abram-nos e olhem bem para mim e interroguem-se se sou realmente uma ameaça.»
ANTÓNIO GUTERRES, primeiro-ministro. 24 Horas, 4 de Outubro de 1999

«Se houvesse um campeonato nacional de autarcas, o major Valentim seria o campeão; e, na Europa, se houvesse um lugar dos campeões para as autárquicas, Gondomar estaria sempre automaticamente qualificado.»
DURÃO BARROSO, presidente do PSD. Público, 5 de Novembro de 2001

«Isto do Presidente e do Governo é como marido e mulher na lide da casa. Mesmo que o marido diga isto ou aquilo, na casa é a mulher que manda.»
RAMALHO EANES, presidente do Partido Renovador Democrático. Expresso, 17 de Julho de 1987

«Não somos nós que os assustamos, porque estou convencido de que em Portugal se alguém poderia dar garantias aos capitalistas seriam ainda só comunistas!»
ÁLVARO CUNHAL, secretário-geral do PCP. Expresso, 19 de Novembro de 1976

«Portugal é um oásis, é bom pensar nisso...»
JORGE BRAGA DE MACEDO, ministro das Finanças. Diário de Notícias, 28 de Setembro de 1992

«Jardim, queres dinheiro? Vai ao Totta...»
CAVACO SILVA, primeiro-ministro. Público, 19 de Julho de 1992

«É preciso continuar a sacar dinheiro da Europa.»
MÁRIO SOARES, candidato socialista ao Parlamento Europeu. Público, 18 de Maio de 1999

«Sei que o senhor não é crente, mas tenho as provas irrefutáveis, racionais, positivistas de que Nossa Senhora existe. Que é portuguesa. E que é de Fátima.»
PAULO PORTAS, ministro da Defesa, numa reunião com Jorge Sampaio, durante a crise do Prestige. Visão, 27 de Fevereiro de 2003

«Eu sou o princípio e o fim. A vida. Tal como nos Evangelhos.»
ALBERTO JOÃO JARDIM, presidente do Governo Regional da Madeira. Público, 30 de Julho de 2001

«Sabe qual é a coisa que nos une? Ambos estamos no negócio da roupa suja. Eu na política, você na lavandaria.»
MENDES BOTA, candidato do PSD à Câmara Municipal de Loulé, em conversa com a proprietária de uma lavandaria. O Independente, 5 de Dezembro de 1997

«O poder não é para ser namorado, é sim para ser conquistado. O poder está feito para ser possuído.»
MIGUEL VEIGA, advogado e fundador do PSD. Diário de Lisboa, 20 de Março de 1984

«É difícil encontrar no mundo outro lugar onde a mão de Deus e do homem tenham trabalhado com tanta sintonia.»
MANUEL DIAS LOUREIRO, presidente do Congresso Nacional do PSD, em visita à Madeira. Público, 9 de Maio de 2004

«Tenho falta de estrutura política, se tivesse essa cultura, que não tenho, poderia ter sido um Fidel Castro da Europa.»
OTELO SARAIVA DE CARVALHO, comandante do Copcon. Diário Popular, 30 de Setembro de 1975

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