02 agosto, 2006

||| Gisberta.
Ao contrário do que pedem as vozes da «indignação de género», o poder político não tinha nada que se meter na decisão da justiça. Mas ouvir o juiz repreender os rapazes dizendo-lhes que tinha sido «uma brincadeira de mau gosto» (reproduzo, como verdadeira, a peça da TSF) é, talvez, excessivo, e de muito pior gosto. A decisão, o veredicto e o pedido de pena por parte do MP, assentam na irresponsabilidade dos menores (um precedente grave) e na irrelevância da vítima (um escândalo). A tendência é, agora, para culpabilizar o Estado uma vez mais e, com a maior das deselegâncias, transformar os rapazes em vítimas. Nem a pena aplicada nem o discurso utilizado deixam de ser preocupantes.