19 abril, 2006

||| Números.
Ainda ninguém se riu da guerra de números sobre a descida do desemprego. Só o Instituto de Emprego murmurou, baixinho, para não estragar a festa: «Há é menos inscritos nos centros de emprego...»

Comentário do Pedro Almeida Vieira: «A questão da taxa de desemprego apresentada pelo Governo é sempre uma ficção, embora apenas uma vez em cada década se possa avaliar o seu grau: na altura em que são apresentados os resultados dos Censos. Aí sim, estamos a falar de números verdadeiros (relativos a 100% da população). A título de exemplo, recordo-me que a taxa de desemprego apontada pelas amostragem do INE no primeiro trimestre de 2001 - altura em que se fez o último recenseamento da população - rondava então cerca de 4% da população activa. Contudo, os valores dos Censos indicaram cerca de 7% da população. Ou seja, quase o dobro... Estas discrepância devem-se sobretudo aos métodos de amostragem das estimativas apontadas trimestralmente pelo Governo, que são, obviamente, fáceis de manipular ao gosto do freguês...»

2 Comments:

Blogger Pedro Almeida Vieira said...

Caro Francisco, a questão da taxa de desemprego apresentada pelo Governo é sempre uma ficção, embora apenas uma vez em cada década se possa avaliar o seu grau: na altura em que são apresentados os resultados dos Censos. Aí sim, estamos a falar de números verdadeiros (relativos a 100% da população). A título de exemplo, recordo-me que a taxa de desemprego apontada pelas amostragem do INE no primeiro trimestre de 2001 - altura em que se fez o último recenseamento da população - rondava então cerca de 4% da população activa. Contudo, os valores dos Censos indicaram cerca de 7% da população. Ou seja, quase o dobro...
Estas discrepância devem-se sobretudo aos métodos de amostragem das estimativas apontadas trimestralmente pelo Governo, que são, obviamente, fáceis de manipular ao gosto do freguês...

11:48 da tarde  
Blogger pgs said...

Os Centros de Formação de gestão directa do IEFP empreenderam, recentemente, uma desenfreada oferta de formação para desempregados. De entre a oferta, os cursos EFA (Educação e Formação de Adultos) que conferem habilitações escolares aos formandos (B2 e B3 é a designação, respectivamente, para o 6º e o 9º ano), ocupam a maior fatia. Segundo julgo saber, frequentador de formação do IEFP a receber bolsa de formação é desempregado com a condição oficialmente suspensa. Ora, a ser assim basta multiplicar os cursos de formação que iniciaram o mês passado por todo o país por 13 ou 14 (número médio de formandos por turma), utilizar este valor para denominador de uma fracção que tem como numerador o número de desempregados inscritos e oficialmente considerados, multiplicar por 100, e devemos chegar perto do valor da redução do desemprego anunciada.

(in http://epicurtas.blogspot.com)

11:16 da manhã  

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