24 janeiro, 2006

||| Cheques sin fondos.
«Ya sé que es un discurso un poco salazarista, pero es que trabajamos poco. Preferimos hacer agujeros en el calendario para ver cuándo nos vamos de vacaciones a Brasil y así volver bronceados para parecernos a los otros; o si no, comprarnos un coche para parecer ricos. Y si tenemos que endeudarnos, nos endeudamos; o, mejor aún, damos cheques sin fondos.» Rui Cardoso Martins, no El Pais.

«[Cavaco] Va a ganar. Pero me temo que será víctima de su propio sebastianismo. Los milagros sólo suceden si hay ganas y coraje, y nosotros no tenemos coraje.» Pedro Rosa Mendes, no El Pais.

6 Comments:

Blogger Sérgio Aires said...

E ainda há que afirme convictamente que os espanhóis estão interessados em Portugal... que tolice!

1:39 da manhã  
Blogger Daniel Marques said...

Este artigo é um disparate. Limita-se a reproduzir lugares comuns baseados em instantaneos que sendo reais passam apenas uma pequena parte da realidade. Portugal tem muitos problemas: é pequeno e é periférico (*). Viver a crédito não é de certeza um deles. Cada pessoa (e o seu banco) sabe de si. E resignar-se a comer sopa e massa não é certamente o caminho. Principalmente porque muitos portugueses por muito tempo não tiveram outra escolha.
O discurso de Rui Martins não se arrisca a ser, é mesmo Salazarista. Só falta queixar-se que os pobres até já têm televisão.

(*) O Excesso de estado e o clientelismo não são mais do que a consequência destes dois problemas. Há uma grande dificuldade de acumulação de Capital que obriga a passar para o Estado muitas obrigações de financiamento. Quando há uma efectiva acumulação de capital por privados a unica hipotese de crescimento é secar a concorrência.

7:50 da manhã  
Blogger Antonio Garcia Barreto said...

O português deve ser o povo que mais mal diz de si próprio. Não que não tenha algumas razões para o fazer, certamente que as tem, mas delicia-se com essa espécie de humor negro que lhe sobe das tripas e lhe explode na própria cara sem que ele (nós) dê por isso. Com esse comportamento porventura tentará esconder o seu pouco gosto pelo trabalho, pela eficácia, pelo estudo com resultados. Não penso, no entanto, que sejamos um povo sem coragem. Um pouco deixa-andar, com uma vontade que precisa constantemente de ser regada para florir. Depois, sempre nos relacionámos mais (é duro de admitir, mas não nos devemos iludir) com povos que pouco ou nada nos acrescentaram ao longo dos séculos. Com África e o Brasil enriqueceram alguns entre nós, mas não o país nos seus aspectos estruturais. Precisamos de encontrar outros parceiros na vida (sem pôr de lado os de sempre), que nos despertem pela competitividade em vez de nos adormecerem pelo pasmo e pelo atraso de que eles próprios padecem (mesmo que tenhamos alguma culpa nesse aspecto). Precisamos de pensar "grande", como os povos do norte da Europa, sem hipotecar as nossas próprias qualidades, que também as temos. E não deixar que a inveja envenene as nossas acções.

9:54 da manhã  
Blogger El Ranys said...

Tolices intelectualóides, vindas de "elites bufas".
Acho que estes senhores deviam restringir-se à primeira pessoa do singular.

10:41 da manhã  
Blogger NUNO FERREIRA said...

Disseram alguma mentira? E o José Gil diz o resto

11:40 da manhã  
Blogger Marco Mendes Velho said...

A acreditar na primeira pessoa do plural que infesta a "saga de todos nós" exponenciada em crónicas e comentários, a patologia que mina e rumina os humores de Portugal está por todos identificada, como estão também os sintomas, as causas e os custos. Se assim é, porque razão não saltam da cartilha médica de tão insígnes doutores dois dedos que sejam de soluções? Ou será que em tais eminências os dedos existem apenas para disparar?

7:07 da manhã  

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