07 novembro, 2005

||| Recortes.
De entre as coisas da imprensa que recortei do fim de semana há o editorial do Manuel Carvalho, no Público de domingo. Manuel Carvalho queixa do silêncio dos políticos e do dever de os fazer falar (cometido ao procurador-geral, Souto Moura) -- a propósito do caso Eurominas. Estão em causa, lembro, 12 milhões de euros («uma pipa de massa», como diz João Cravinho) negociados entre o governo (o Estado) e a Eurominas. Ao apreciar os nomes dos personagens envolvidos, precisamos de notar que uns & outros mudam de campo conforme as circunstâncias. Mas os nomes vagueiam no processo.
O Brasil pôde investigar o mensalão -- e a sua imprensa e as comissões parlamentares de inquérito funcionaram. Em redor do «caso Eurominas» e das suas ramificações, investigadas por José António Cerejo, jornalista do Público, há um silêncio de podridão. Mas que não augura nada de bom para os políticos profissionais. Esse silêncio é inconcebível numa democracia.