18 outubro, 2005

||| Questões morais. (Actualizado)
Recentemente, no Minho, em alguns restaurantes, dei largas a um atavismo fatal: perguntei, no fim do jantar, se havia «aquela aguardente gelada». Eu gosto. Gosto de grappa gelada e gosto de aguardente de vinho verde gelada -- e prefiro largamente esta. Invariavelmente, o empregado de mesa curvava-se ligeiramente e murmurava: «Sim, temos uma, ali, mas é caseira.» Pois que viesse. Provei algumas, magníficas. Informaram-me, hoje, que essa venda é proibida e que a multa anda pelos 1.000 euros. Eu acho uma ignomínia. Desconheço as razões mas vou investigar. Será uma das minhas micro-causas pessoais. Uma micro-causa alcoólica, mas uma micro-causa, apesar de tudo.

ADENDA: Não se trata da proibição de aguardentes caseiras, mas de aguardentes geladas.

8 Comments:

Blogger aNtonio said...

e nao diz o nome da terra?^dói-me de cada vez que descubro uma iguaria, uma especialidade minhota de que os meus colegas ou amigos me contam. Há aquele rapaz que agora etsá em Dublin e vai a P.Lima comer os rojoes no encanada (eu só conhecia os da minha avô), outro que vai de propósito de Vila do Conde à Correlhã a um determinado restaurante.. Eu que cresci ali, e dali saí novo, não conhecia nada disso. A culpa é dela que disse "sim"

8:32 da manhã  
Blogger Rui MCB said...

Será pelo mesmo motivo que não podemos (não podiamos durante a expo) comer umas belas iscas num qualquer restaurante de comida tradicional portuguesa?

10:24 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Eu alinho na micro-causa.

Leopolda

12:19 da tarde  
Blogger Francisco del Mundo said...

Ora bem, sendo eu minhoto conheço mais que bem estas delícias, e mesmo estas tasquinhas que não aparecem nos guias Michelin não pela falta de qualidade mas porque os senhores juízes não gostam de mesas de madeira corrida... Caríssimo, conheço bem essa Grappa portuguesa e até, depois de viver um ano em Itália, posso dizer que prefiro a nossa... Apareça pois cá por cima!
Abraço
Francisco

1:46 da tarde  
Blogger zero said...

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3:41 da tarde  
Blogger Carlos Lima said...

Ó Francisco, quando andar por essas bandas, avise...sou de lá e posso ajudar.


Carlos Rodrigues Lima

3:44 da tarde  
Blogger zero said...

a razão da proibição da venda é simples de entender: segurança alimentar.

aliás a proibição é já antiga de vários anos. uma leitura atenta de jornais revelará vários casos de intoxicações e mortes provocadas por destilados adulterados.

3:44 da tarde  
Blogger Paulinho ASSUNCÃO said...

Imagine só se fôssemos pagar multas pelas cachacinhas artesanais aqui de Minas, aquelas de pequenos alambiques, de pequenas fazendas, dóceis sobre a língua, amigas das papilas, exuberantes nos sabores... Também estou nesta micro-causa alcoólica...

Com o abraço do
Paulinho Assunção

9:05 da tarde  

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