16 outubro, 2005

||| Presidenciais, 2.
A conversa sobre os poderes presidenciais é mais delírio, imaginação e apetite do que debate sério. Sempre achei a coisa clara; basta ir à Constituição. Está lá o que convém saber. Pelo contrário, é preciso saber quem duvidou dos poderes presidenciais para mencionar, a propósito de tudo e de nada, a «magistratura de influência» (ainda não percebi como o país não desata a rir de cada vez que alguém faz pose, levanta o dedo, endireita as costas e pronuncia «magistratura de influência») e, ao mesmo tempo, se esquece do objectivo das presidências abertas do segundo mandato de Soares.

1 Comments:

Blogger LdV Contribuinte said...

É óbvio concluir também que a manipulação eleitoralista da política económica exercida até aqui constitui a maior força de bloqueio do crescimento económico em Portugal.
Portugal carece, portanto, de uma política séria de médio e longo prazo.
(...)

Alfredo de Sousa, Linda-a-Velha, 94.05.01

comunicação (penso que) apresentada no congresso Portugal: Que Futuro?, organizado por próximos de Mário Soares, então Presidente da República, quando Cavaco Silva era o primeiro-ministro.


# posted by Aprendiz : 02:16
Comments:
Alfredo de Sousa tinha razão. Cavaco Silva e todos os primeiros ministros governam com um olho nas sondagens e outro nos interesses pessoais. Mas os ciclos eleitorais portugueses são agravados por um sistema politico que promove a instabilidade e a irresponsabilidade.
O problema é causado em parte pelo método de Hondt que promove a fragmentação dos votos,e o facto de haver 3-4 eleições em certos anos como 2005. Estamos permanamente em campanha eleitoral, agora autarquica, agora legislativa, agora presidencial, agora europeia ou até um referendo...
Nenhum pais seria bem governado bem nestas condições.

11:16 da manhã  

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