09 junho, 2006

||| Peter Handke.
Uma derrota da liberdade de expressão.

4 Comments:

Blogger Aladdin Sane said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

12:14 a.m.  
Blogger Aladdin Sane said...

E não se poderá dizer o contrário? Penso que a liberdade de expressão prevaleceu, pela atitude do escritor. Quem escreveu "A angústia do guarda-redes..." o "As asas do desejo" (há dez anos vi o filme tantas vezes, quase compulsivamente) não deverá ser apontado pelas "causas" que defende. Essa é uma atitude redutora. Como aconteceu com Schostakovich, Eisenstein e tantos, tantos outros (assim se separem as águas).

12:14 a.m.  
Blogger Carlos Botelho said...

Podia repetir aqui o comentário que fiz ao seu post sobre as 'virtudes cívicas da leitura' do dia 5. Não deixa de ser irónico que tenham tramado tais coisas ao Peter Handke, precisamente a propósito de um prémio que traz o nome do Heinrich Heine, do judeu Heine - que escreveu na peça Al-Mansur que (repare-se!) quando se começa por queimar livros, acaba-se por vir a queimar pessoas...
Profecia inconsciente da Shoah.
Num sentido, queimam-se agora os livros do Handke. Há sempre gente que não sabe, que esquece que as preferências ideológicas ou políticas de um autor, por mais "erradas" (e não estou certo que o fossem completamente neste caso...), desagradáveis, ou mesmo criminosas que sejam, não alteram nada, nem um átomo que seja, da qualidade do que ele escreve.
O que ele escreve é que importa.

1:17 a.m.  
Blogger Aladdin Sane said...

Milton, a comparação de Handke a Schostakovich é grosseira, mas em comum está a tentativa de intromissão / intervenção / politização das respectivas obras.

5:09 p.m.  

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