02 junho, 2006

||| Câmaras ocultas.
Percebo o argumento das câmaras ocultas a propósito da reportagem da RTP sobre violência nas escolas. Mas o que me assusta (é uma maneira de dizer) é que isso é uma maneira obtusa de poupar as boas consciências à realidade da violência nas escolas. Quem nunca viu um professor agredido, pode duvidar; e quem não conhece histórias dessas, pode duvidar ainda mais. Há várias histórias em que o Ministério da Educação, em nome «da inclusão», se tem recusado a intervir e a punir as criancinhas, obrigando o professor (as professoras, nas duas histórias brutais que conheço) a não reagir -- até porque os pais iriam esperá-lo à saída, e porque o professor está lá para levar os estalos que a rapaziada lhes quer dar, até por motivos de inclusão social. Vão lá, vão.

2 Comments:

Blogger av said...

"Há várias histórias em que o Ministério da Educação, em nome «da inclusão», se tem recusado a intervir e a punir as criancinhas, obrigando o professor (as professoras, nas duas histórias brutais que conheço) a não reagir"

Mas o ministerio de educaçoa é que tem de intervir? É o conselho directivo, ou seja professores! As puniçoes estao previstas no estatuto do aluno. Agora é o ministerio que tem que ir à escola impor a disciplina? Vai mandar a tropa para lá?

2:58 da tarde  
Blogger Politikos said...

Claro, lv. É sempre tão mais fácil atirar as culpas para o ME... E quando o ME se mete no que quer que seja, ai, ai a sacrossanta «autonomia das escolas»... Além disso, o ME está lá para levar as estaladas da rapaziada intelectual da Pólis... Vai lá, vai...
P.S. - Não esquecer ainda que temos apenas e só 10.000 escolas... Só falta mesmo o FJV advogar a escolha dos «meninos» à entrada da escola, isto para facilitar as coisas aos professores, é claro... E que tal voltarmos ao Estado Novo...

8:41 da tarde  

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